O Parecer da Babalong

Publicado: 22/01/2019

A Babalong surgiu em um contexto sem contexto. Eu, Heitor, moro na China há dois anos e sou um entusiasta da cultura local. Em um dia normal, quando passeava por um mercado de tecidos, vi uma moça vestida com um Qibao (vestido tradicional chinês).

O vestido em tecido acetinado, com uma estampa mega forte azul e dourada, surgiu como a coisa mais perfeita do mundo naquele momento. Não me aguentei e quando vi já estava perguntando onde a moça tinha feito aquela peça. Ela me respondeu e sem nem pensar corri para a loja e já mandei fazer uma camisa pra mim. 

Pois é, a partir desse contexto (nem tão sem contexto assim), senti-me representado como nunca havia sentido. Vi naquela blusa- e na moda- uma possibilidade de expressar minha visão do mundo. No mesmo dia liguei para minha irmã, Débora, e nesse mesmo momento decidimos criar a Babalong. 

Nós somos nordestinos e fomos ainda adolescentes pra Brasília. Temos uma bagagem cultural muito densa, temos muito para mostrar e queremos muito trazer um olhar diferente para o mundo da moda. As nossas estampas serão fortes, serão políticas, serão necessárias. Há uma pressão muito grande relacionada à imagem dos corpos e muitos dos produtos vendidos hoje não se enquadram nesses padrões. Essa, definitivamente, não será uma preocupação pra Baba. Nós queremos quebrar os padrões, pois acreditamos nas liberdades individuais, na liberdade de simplesmente ser o que quiser. E é por meio de nossas estampas que iremos manifestar nossa voz e nossos princípios.

O processo de criação da Baba envolveu diversos profissionais, os quais escolhemos a dedo para ter certeza de que todas as pessoas envolvidas compartilhassem dos nossos propósitos. Foram meses de dedicação, alguns grandes apertos, mas tudo isso pra trazer um pouquinho do que a gente acredita pra esse mundão. Então, esperamos que apreciem com carinho, porque da nossa parte foi tudo feito com muito afeto. 


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